Contador de Km’s parciais e totais


Quando se faz uma expedição ou outro com um RoadBook torna-se necessário um aparelho que dê a indicação dos quilómetros parciais e totais (o mais conhecido é o terratrip), existem soluções para isso no mercado, mas são caras, abaixo irei deixar uma dica para se poder usufruir de um “terratrip” por menos de 15€.

A solução está em usar um ciclocomputador, estes são de baixo preço e dependendo do modelo e preço tem várias funções, embora o que necessitamos é da leitura dos quilómetros parciais e totais.

O mais importante a ter em atenção na aquisição é que deve ser um modelo com fios, com um visor grande e de preferência com retroiluminação.

Não vou perder tempo a dizer quais as funções e afins do ciclocomputadores, isso encontra-se no Google.

O ciclocomputador:
Os ciclocomputadores são compostos de 4 subconjuntos: íman, sensor, cabo e visor.
O princípio de funcionamento consiste em que ao passar o íman pelo sensor este imite um impulso eléctrico que é conduzido pelo cabo até ao visor, o visor conta o número de impulsos e depois traduz como a distância percorrida.


Montagem:
O visor deve ser colocado no tablier em um local de fácil visão e manuseamento, na minha opinão ao lado do inclinómetro, fixos em um perfil de alumínio em L e com a possibilidade de retirar o conjunto usando para isso velcro (uma parte no tablier a outra no perfil em L).


O sensor deve ser colocado em uma parte fixa do panda, sempre no raio de acção do íman que deve estar em uma parte móvel da transmissão do panda.

Todas as ligações devem ser isoladas com manga termoretractil.

Caso a distancia entre o íman e o sensor for grande usem um íman de neodímio, em substituição do que vem com o ciclocomputador.

Para as fixações, em vez de usarem o método mais seguro que é a fixação por parafusos, podem usar Araldite, não usem colas como Super Cola 3 ou do género.

Abaixo ficam algumas imagem sobre possíveis locais da sua montagem (clicar para aumentar):




 







Calibração:
Os ciclocomputadores tem indicação sobre como calibrar o mesmo.

Para acharem o valor do vosso pneu procedam da seguinte forma:

1. Façam uma marca de giz no chão.

2. Em seguida, faça uma marca no pneu, alinhando as duas marcas (chão e pneu).

3. Com a ajuda de um amigo, entre no panda e ande para a frente devagar, em linha recta, até a roda completar uma volta inteira, ou seja, até a marca de giz do pneu tocar no chão.

4. Meçam a distância entre as duas marcas no chão, em centímetros, registando até três ou quatro casas decimais (por exemplo, 2089 mm ou 208,9 cm).

5. Pronto! Esse é o valor de referência que deve ser inserido no seu ciclocomputador, para que ele faça as medições corretas.

Clicar para aumentar

Em alternativa, se estiverem sozinhos, deitem uma pinga de tinta no pneu e andem com o panda, a distância entre dois pontos de tinta, marcados no chão, é a que vão usar.

Após a calibração podem confirmar, circulando num local em que previamente se marcou uma distância mínima de 100 metros ou então comparem com um GPS.

Dicas:
Podem usar dois ciclocomputadores, um para os quilómetros parciais e outro para os totais, assim não necessitam de estar sempre a mudar de função, caso usassem apenas um. Mas também podem usar mais.

Para poderem usar os dois ciclocomputadores usem o esquema abaixo, desta forma usam apenas uma sonda:

Se usarem mais do que dois ciclocomputadores, aumentem aos díodos.
Para acharem a polaridade da sonda usem um multímetro.

Geralmente faz-se o reset aos quilómetros parciais carregando durante alguns segundos um determinado botão, isto por vezes pode dar origem a erro especialmente se a distancia for longa e o roadbook tiver muitos “pontos”. A solução é colocar um botão de pressão NF (Normalmente Fechado) em série com um dos fios do cabo da sonda. Esta dica é útil quando se usa dois ciclocomputadores.

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